Sites Grátis no Comunidades.net
Final Fantasy XV

Final Fantasy XV

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     
Final Fantasy XV
 
Desenvolvedora(s) Square Enix
Publicadora(s) Square Enix
Diretor(es) Hajime Tabata[2][3]
Produtor(es) Shinji Hashimoto[3]
Projetista(s) Prasert Praservithyakarn[3]
Masanori Sato[3]
Masashi Takizawa[3]
Kunihiko Kimura[3]
Kenichiro Yuji[3]
Escritor(es) Saori Itamuro[3]
Kazushige Nojima[3]
Programador(es) Satoshi Kitade[4]
Compositor(es) Yoko Shimomura[3]
Artista(s) Yusuke Naora[3]
Tomohiro Hasegawa[3]
Isamu Kamikokuryo[3]
Tetsuya Nomura[3]
Roberto Ferrari[3]
Motor Luminous Studio[2]
Plataforma(s) PlayStation 4
Xbox One
Série Final Fantasy
Fabula Nova Crystallis
Data(s) de lançamento 29 de novembro de 2016
Gênero(s) RPG eletrônico de ação
Modos de jogo Um jogador
Último
Final Fantasy XIV
 
Página oficial


Final Fantasy XV (ファイナルファンタジーXV, Fainaru Fantajī Fifutīn?) é um jogo eletrônico RPG de ação desenvolvido pelaSquare Enix para o PlayStation 4 e Xbox One, atualmente previsto para ser lançado mundialmente em 29 de novembro de 2016. É o décimo quinto título principal da série Final Fantasy e faz parte da subsérie Fabula Nova Crystallis, formada por jogos que compartilham uma mesma mitologia. Originalmente desenvolvido como um spin-off chamado de Final Fantasy Versus XIIIexclusivamente para PlayStation 3, ele tem a intenção de ser uma grande mudança em relação aos jogos anteriores da série, possuindo uma atmosfera focada em ambientes realistas e personagens mais humanos.

Final Fantasy XV se passa em Eos, um mundo similar à Terra moderna. Todas nações desse mundo foram subjugadas e estão sob o domínio do Império de Niflheim, com a exceção do Reino de Lucis. Noctis Lucis Caelum, herdeiro do trono de Lucis, parte em uma jornada para retomar sua pátria e seu cristal mágico depois deles terem sido tomados por Niflheim nas vésperas de negociações de paz entre os dois países. O jogo apresenta um ambiente de mundo aberto e um sistema de combate semelhante ao de Final Fantasy Type-0 e da série Kingdom Hearts, incorporando a habilidade de trocar armas e outros elementos como acampamentos e a direção de veículos.

O desenvolvimento do jogo começou em 2006 e durou aproximadamente dez anos. Tetsuya Nomura foi o diretor original e projetista, criando os personagens e o conceito da história. O título foi renomeado internamente em 2012 como um jogo da série principal e transferido para os consoles da oitava geração. Nomura acabou substituído na direção por Hajime Tabata, com vários elementos de jogo e enredo precisando serem alterados ou revisados. Um projeto multimídia chamado "Final Fantasy XVUniverse" foi criado com o objetivo de expandir a história e universo sem a necessidade da produção de jogos adicionais: seus produtos incluem uma série de anime e um filme de computação gráfica.

 

Jogabilidade

Final Fantasy XV é um RPG eletrônico de ação. Os personagens podem andar livremente pelos ambientes do jogo, algo que também se aplica às batalhas.[5] Um sistema climático dinâmico está presente em todas as áreas, com efeitos transitórios como chuva afetando elementos como as roupas dos personagens.[6] Durante a navegação, marcadores podem ser colocados pelo mapa a fim de auxiliarem na orientação.[7] O mundo do jogo é uma enorme massa de terra que pode ser explorada a pé, por carro ou cavalgando chocobos, aves galiformes recorrentes da franquia Final Fantasy. Telas de carregamento ocorrem apenas quando os personagens entram em alguma cidade ou vilarejo.[8] O jogador pode visitar tais lugares para descansar em hotéis ou comprar ingredientes para as refeições preparadas durante os acampamentos.[9] Os personagens possuem um carro próprio chamado Regalia, que pode ser dirigido por Noctis ou por Ignis, dessa forma ativando a opção de direção automática pela inteligência artificial. Esse veículo é cuidado pela mecânica Cindy.[6][10] Posteriormente no jogo o Regalia pode ser modificado a fim de tornar-se também uma aeronave, permitindo que o grupo voe pelo mapa de jogo.[11] É necessário alugar chocobos para poder cavalgá-los.[9]

Um sistema de dia e noite afeta a aparição de monstros e inimigos pelo mapa do mundo. Um dia no jogo equivale a uma hora em tempo real, com as habilidades de combate dos personagens caindo caso eles não durmam e descansem.[10][12] Tipo, número e força dos inimigos muda dependendo da hora do dia.[7] Existe também um sistema dinâmico de clima, com efeitos passageiros como a chuva afetando coisas como as roupas dos personagens.[6] Acampar durante a noite é necessário para que os personagens mantenham sua performance de combate e subam de nível: pontos de experiência ganhos durante as batalhas são convertidos em novos níveis durante os períodos de acampamento. Os acampamentos formam um local seguro durante a exploração, com pratos podendo ser cozinhados a partir de ingredientes comprados ou encontrados e que dão bônus especiais aos personagens.[9][10] Os bônus diminuem de intensidade com o passar do tempo, com novas refeições sendo necessárias para renová-los. O jogador pode retornar ao acampamento a qualquer momento uma vez que ele seja estabelecido.[7] Minijogos, como pescaria, também estão disponíveis.[9] Missões podem ser recebidas de personagens não jogáveis e quadros de informações espalhados pelo mundo, com sua realização gerando pontos de experiência e dinheiro. Itens adquiridos podem ser vendidos em certas áreas específicas.[7]

Combate

O sistema de combate Active Cross Battle, com Noctis atacando um animal hostil em um dos ambientes abertos do jogo.

O sistema de combate do jogo é chamado "Active Cross Battle" e é uma versão mais realista dos sistemas utilizados na sérieKingdom Hearts e em Final Fantasy Type-0. Ao invés utilizar um sistema de menus, o jogador seleciona os comandos diretamente através de botões específicos do controle, como "ataque", "magia", "técnica" e "item"; existem outros tipos de ação como saltos.[13] O personagem realiza o movimento desejado depois do botão correto ter sido pressionado. Importante para vencer batalhas é a capacidade de manter um fluxo constante e adaptável de ações apropriadas ao tanto apertar quanto manter pressionados os botões de comando.[13][14] Assim como em Final Fantasy XI, as cenas de combate de Final Fantasy XVsão integradas homogeneamente com os ambientes sem nenhum carregamento ou transição.[13] Uma barra indicadora aparece em tela toda vez que o jogador se aproxima de algum inimigo; se ele não foge antes do tempo designado, um combate é iniciado e os inimigos irão atacar o grupo.[7] Um sistema de cobertura contextual permite que os jogadores se protejam de ataques, recuperem sua vida ou ativem ações com armas específicas.[15] O protagonista Noctis é o único personagem do jogo que pode ser controlado pelo jogador, porém os outros membros do grupo não são fixos e diferentes personagens podem livremente se juntar em certos momentos da história.[10][13] Similar a Final Fantasy XII, personagens podem agir por conta própria ou receberem comandos pré-determinados pelo jogador.[13][16] Durante os combates, o jogador pode abrir um menu e alterar as ações do personagem e os comandos de Noctis.[17] Também é possível trocar de posições com o personagem durante o combate.[15] Ações de auxílio por outros membros do grupo, como por exemplo cura, são ativados contextualmente.[5] Além disso, Noctis pode fazer uma parceria com outro personagem a fim de realizar movimentos de combo assim que algum inimigo ou parte do inimigo é direcionada como alvo. Esquivas e bloqueios podem ser feitos, entretanto bloquear gasta pontos de magia e Noctis não consegue se desviar automaticamente, com cada desvio precisando ser sincronizado com o ataque inimigo.[7][9][13] Noctis também pode dar comandos específicos para seus companheiros.[16]

As armas de Noctis são dispostas pelo jogador entre as batalhas, podendo ser trocadas manualmente em tempo real.[18] As armas disponíveis incluem espadas, escudos, machados, lanças e armas de fogo, oferecendo diversos ataques que podem ser customizados ou utilizados de forma defensiva.[12][19] As armas tem vários níveis baseados em suas ações, como "esmagamento", "devastação" e "contra-ataque": armas de esmagar são geralmente para ataques iniciais, enquanto armas de devastação são feitas para múltiplos ataques durante os confrontos.[7] A arma selecionada é mostrada na tela e pode ser livremente trocada ao decorrer da batalha.[20] Uma das armas é definida como a padrão de Noctis, com técnicas especiais associadas com a arma podendo ser ativadas.[13] Além disso, armas especiais chamadas de "Armas Fantasmas" pode ser coletadas. Ativá-las em batalha gasta MP até o medidor zerar, porém ele pode ser preenchido novamente a fim de prolongar a ação.[7] Noctis é capaz de realizar um salto de dobra e se teletransportar, com a distância que ele percorre dependendo de seu nível.[20] As áreas em que ele pode realizar a dobra são limitadas, porém mudam dependendo da situação de combate.[16] Além das táticas padrão de ataque e defesa, tanques e mechas podem ser roubados do inimigo e usados contra eles.[21] Os padrões de dificuldade normais presentes em outros jogos foram substituído em Final Fantasy XV pela habilidade de alterar a velocidade e o ritmo das batalhas; estas podem ser reguladas para jogadores que desejavam avançar relativamente fácil pela história ou para aqueles que querem um desafio maior.[22]

Magia é dividida em dois tipos: uma que só pode ser utilizada por Noctis e outra que é focada em energias elementais que podem ser refinadas em feitiços. Estes são guardados no inventário do jogador e podem ser usados em batalha ou para melhorar armas.[23][24] Diferentemente de títulos anteriores da série, usar mágica não gasta MP.[25]Os efeitos da magia dependem do ambiente; por exemplo, conjurar um feitiço de fogo em um dia seco fará com que as chamas se espalhem rapidamente pela área ao redor, sendo possível ferir aliados. Porém, as chamas serão rapidamente extinguidas se o fogo for conjurado em um dia chuvoso.[24] Alguns efeitos de ambiente podem ser usados para assustar unidades inimigas.[16] Noctis também pode convocar monstros para a batalha. Esses monstros são chamados de Arqueanos e incluem convocações recorrentes como Ramuh, Leviatã e Titã.[10][20] Eles são organizados em classes e subdivididos em um sistema de classificação, com convocações grandes como Leviatã estando entre os mais poderosos.[20] Eles devem ser derrotados em batalha ou adquiridos de forma diferente para poderem ser utilizados pelo jogador.[10]

Sinopse

Mundo

Final Fantasy XV se passa em Eos, um mundo similar à Terra moderna.[26][27] A terra conhecida é dividida em várias nações, incluindo Lucis, Tenebrae, Niflheim, Solheim e Accordo. Cada uma, com exceção de Niflheim, já possuíram em algum momento de sua história um cristal que lhes dava um poder político substancial, porém as guerras travadas entre eles fizeram com que todos os cristais fossem perdidos, com a exceção do de Lucis. Esse reino conseguiu se desenvolver em uma sociedade moderna e baseada ao redor da magia sob proteção de seu cristal, enquanto todas as outras nações se tornaram sociedades tecnologicamente avançadas por se focarem no desenvolvimento de armas e máquinas.[28] O Império de Niflheim acabou se tornando o maior inimigo do Reino de Lucis;[5][29][30][31] no começo da história do jogo todo o mundo menos Lucis foi conquistado por Niflheim.[32] No mundo de Final Fantasy XV, pessoas que passam por uma experiência de quase-morte recebem poderes mágicos do Reino Invisível, o reino dos mortos dominado pela deusa Etro. Esses poderes incluem a habilidade de prever a morte de outras pessoas e se comunicar com os deuses, tendo efeitos tanto positivos quanto negativos em qualquer um que os possua.[2][32][33][34] Conhecidos como Oráculos, essas pessoas são as únicas capazes de combater a "Praga das Estrelas": um fenômeno sobrenatural que ameça jogar o mundo conhecido na escuridão eterna.[35]

Personagens

O único personagem jogável de Final Fantasy XV é Noctis Lucis Caelum, o protagonista do jogo e o Príncipe Herdeiro de Lucis, abençoado com poderes especiais a partir de um incidente em sua juventude.[2][36] Em sua jornada ele é acompanhado principalmente por Gladiolus Amicitia, uma figura fraterna de Noctis e herdeiro de uma família nobre que tem protegido a realeza de Lucis por gerações;[2][12][36] Ignis Scientia, um pródigo estrategista militar e amigo de infância de Noctis;[2] e Prompto Argentum, um amigo do príncipe oriundo de uma classe social mais baixa.[2][12][36]

Dentre os outros personagens estão Lunafreya Nox Fleuret, amiga de infância de Noctis e sua noiva, além de uma Oráculo da província imperial autônoma de Tenebrae;[35][37][38][39] Regis Lucis Caelum CXIII, pai de Noctis, Rei de Lucis e guardião do cristal; Iedolas Aldercapt, o Imperador de Niflheim e o principal antagonista do jogo;[32] Cor Leonis, um homem famoso em Lucis como um dos três guerreiros mais poderosos do reino, que acompanha o grupo e atua como seu guardião, além de ser um amigo próximo e de longa data do rei;[2][36] Cindy Aurum, a mecânica do veículo da companhia de Noctis;[40] Ardyn Izunia, chanceler de Niflheim e braço direito de Idola;[28] Cid Sophiar, o avô de Cindy; Gentiana, a atendente pessoal de Lunafreya;[32] e Aranea Highwind, uma mercenária trabalhando no exército imperial.[28]

Enredo

Final Fantasy XV começa quando um armistício é declarado entre as nações de Lucis e Niflheim, encerrando uma guerra fria que foi travada sobre a posse do último cristal do mundo. Um tratado de paz é definido e, como parte dos acordos, o príncipe Noctis deverá se casar com a princesa Lunafreya de Tenebrae. Niflheim acaba invadindo Lucis no dia que Noctis parte para a assinatura do tratado, tomando o cristal e lançando um ataque contra Solheim, Tenebrae e Accordo. Noctis e seus amigos então partem para recuperar o cristal de Lucis e derrotar as forças de Niflheim.[41]

Desenvolvimento

Final Fantasy XV começou seu desenvolvimento em 2006, sendo originalmente anunciado como um jogo eletrônico exclusivo para PlayStation 3 sob o título de Final Fantasy Versus XIII.[42] Ele faz parte da Fabula Nova Crystallis Final Fantasy, uma subsérie dentro da própria série Final Fantasy cujos jogos são conectados através de uma mitologia em comum.[12][43][44] Tetsuya Nomura, famoso por seus trabalhos tanto em jogos Final Fantasy anteriores quanto também da série Kingdom Hearts, era inicialmente o diretor, roteirista do cenário e projetista de personagens e do jogo. Dentre a equipe original estavam o roteirista Kazushige Nojima, compositora Yoko Shimomura, produtores Shinji Hashimoto e Yoshinori Kitase, diretor de computação gráfica Takeshi Nozue, diretor de arte Tomohiro Hasewaga, projetista mecânico Takeyuki Takeya, diretor de planejamento de eventos Jun Akiyama e o ilustrador Yoshitaka Amano.[45][46] A jogabilidade era principalmente baseada naquela utilizada na série Kingdom Hearts, com diferentes personagens jogáveis e batalhas em tempo real. Vários conceitos, incluindo um modo em primeira pessoa e a falta de um HUD, foram descartados por serem muito alheios aFinal Fantasy.[2][12][47] O motor de jogo utilizado no início do desenvolvimento era o Crystal Tools, criado pela própria Square Enix para os consoles da sétima geração.[48]Posteriormente, o jogo foi levado para um novo ambiente usando um motor específico de jogo eletrônico e elementos de iluminação tirados da Luminous Studio, o motor da companhia para a oitava geração.[49] A pré-produção durou até 2011, com o desenvolvimento principal começando apenas em setembro daquele ano.[50][51]

O tamanho do projeto gerou discussões internas desde o início do desenvolvimento sobre fazer de Versus XIII o próximo título principal de Final Fantasy.[52] O jogo acabou renomeado internamente como Final Fantasy XV depois dos consoles da oitava geração terem sido demonstrados para a Square Enix e após Final Fantasy Agito XIII ter recebido seu novo nome de Final Fantasy Type-0.[2][52] Nesse momento o desenvolvimento do jogo estava apenas entre 20 e 25% completo.[53] Com a mudança, a equipe passou por grandes alterações: Kitase e Nojima deixaram a produção, com Saori Itamuro assumindo o cargo de principal roteirista de cenário. Além disso, Yōichi Wada, então presidente da Square Enix, fez com que a equipe de Type-0 fosse transferida para auxiliar no desenvolvimento de XV. Nessa equipe estavam o diretor Hajime Tabata e os artistas Yusuke Naora e Isamu Kamikokuryo. Tabata se tornou o co-diretor do projeto ao lado de Nomura até 2014, quando o segundo foi transferido para trabalhar em outros projetos da companhia, com Tabata se tornando o único diretor. Hashimoto, Shimomura, Hasewaga e Nozue permaneceram em suas funções originais.[2][3] Membros não-japoneses da equipe incluem o desenhista de personagens Roberto Ferrari, o projetista de jogo Prasert Prasertvithyakarn e o projetista de inteligência artificial Wan Hazama.[3][54] A equipe final do jogo eventualmente ficou entre duzentas e trezentas pessoas.[13] Incluindo os trabalhos iniciais em Versus XIII, o desenvolvimento de Final Fantasy XV durou aproximadamente dez anos desde sua concepção até o lançamento.[55]

A intenção original de Nomura era criar um título de Final Fantasy que fosse mais sombrio e emocionalmente realista que os jogos anteriores da franquia, com sua posição despin-off lhe dando a liberdade criativa necessária para tal.[42] Uma frase chave usada dentro desse conceito era "uma fantasia baseada em realidade": o cenário foi baseado no mundo real e os elementos fantásticos iriam sair a partir desse cenário familiar.[27] Várias áreas dentro do jogo foram inspiradas em locais reais, incluindo as Bahamas, Veneza e vários distritos de Tóquio.[8][9][56][57][58] Os personagens foram projetados por Nomura, porém suas roupas ficaram ao encargo de Hiromu Takahara porque na época ele ainda estava envolvido em Final Fantasy XIII.[59] Diferentemente dos jogos anteriores da série, o elenco principal de Final Fantasy XV é todo masculino. Isso se ligava a um dos temas centrais de um filme de viagem, com os protagonistas sendo amigos viajando juntos pelo mundo ao invés de pessoas diferentes unidas pelo destino.[60][61] Outro tema principal era "laços", representado pelo grupo de amigos e a conexão entre Noctis e seu pai Regis.[62] Muitos elementos originais da história precisaram ser alterados ou abandonados durante a transição de nome e plataformas. Dentre as perdas estavam a sequência original de abertura em que Noctis e companhia escapavam de sua cidade natal cercada, além da substituição da principal personagem feminina Stella Nox Fleuret com a mais independente Lunafreya.[38][63] A mitologia da Fabula Nova Crystallis sobreviveu à transição, porém de forma reduzida e "distanciada": terminologias específicas foram removidas durante a transição e sua ênfase diminuída, transformando-se em um elemento de fundo para permitir que XV possuísse uma identidade própria não relacionada com a de XIII.[1][44][64]

Com a renomeação oficial, o jogo foi pensado tanto para o PlayStation 3 quanto para os consoles de oitava geração PlayStation 4 e Xbox One. O desenvolvimento ficou totalmente focado nas versões para a nova geração após algumas preocupações sobre a viabilidade do PlayStation 3.[2][52] A Luminous Studio se tornou o único motor de jogo durante o período de transição, apesar de um motor ambiental temporário chamado "Ebony" ter sido criado para demonstrações iniciais e posteriormente integrada a Luminous. O desenvolvimento do jogo e do motor ocorreram em paralelo.[13][65] O desenvolvimento total dessa versão começou em julho de 2012, com Tabata e Nomura trabalhando próximos a fim de garantir que o jogo permanesse fiel à visão original do segundo, enquanto seu conteúdo foi revisto e ajustado onde necessário.[13][53] Nomura acabou transferido para outros projetos, incluindo Kingdom Hearts III, assim que o desenvolvimento de Final Fantasy XV avançou o suficiente, com Tabata se tornando o único diretor responsável por finalizar o jogo.[13][66] Vários outros estúdios foram chamados durante todo o processo de desenvolvimento com o objetivo de prestar ajuda: a HexaDrive se envolveu na criação do motor de jogo,[56] a XPEC Entertainment e a Plusmile ajudaram no projeto de jogo e objetos ambientais,[67][68] enquanto a Umbra licenciou umamiddleware para ser usada na Luminous Studio.[69] A colaboração com Avalanche Studios para as mecânicas aéreas eventualmente se transformou em uma reunião aprofundada onde a equipe da Square Enix conheceu o nível de detalhe e métodos de desenvolvimento da Avalanche. Eles aplicaram essas informações em seu próprio desenvolvimento ao invés de usar diretamente tecnologias da outra empresa por causa de diferenças de desenho.[1][70]

Música

A música de Final Fantasy XV foi composta por Yoko Shimomura, que anteriormente também trabalhou na série Kingdom Hearts. Como esta foi a primeira vez que ela compôs para um jogo da série Final Fantasy, a compositora assumiu uma abordagem mais experimental do que em seus projetos passados.[71] Shimomura se envolveu com o jogo enquanto ele ainda era Versus XIII. A compositora passou boa parte do seu primeiro ano de trabalho formatando a música a fim de garantir que ela se encaixava no título, ao mesmo tempo evitando solidificá-la em uma imagem que parecesse incorreta.[72] Shimomura trabalhou em aproximadamente entre oitenta e noventa por cento de toda a música presente no jogo, enquanto o resto eram variações de seu trabalho e temas criados por outros envolvidos na produção da trilha. A música foi pensada para abranger os temas de "amizade" e "laços filiais".[73] A compositora leu toda a história do jogo e discutiu a música durante seu desenvolvimento com outros membros da equipe de produção para que assim ela combinasse com o mundo que estava sendo criado.[71] O tema principal de Final Fantasy XV é "Somnus Nemoris", cantada por Andrea L. Hopkins e com uma letra escrita por Nomura, traduzida e adaptada para o latim por Taro Yamashita e Kazuhiro Komiya.[74]

A canção tema é uma versão cover de "Stand by Me", interpretada pela banda britânica Florence + the Machine. Ela foi usada em todas as versões do jogo.[75][76] A canção empregou em sua gravação uma orquestra completa, incluindo metais, cordas e timbales. A vocalista Florence Welch comentou que queria fazer uma contribuição "mítica" para o jogo, também afirmando que "Stand by Me" era difícil de melhorar.[77] Florence + the Machine foi uma de várias bandas que a Square Enix pensou para decidir qual artista tinha seu "próprio mundo único" que se encaixaria bem com Final Fantasy XV.[78] "Stand by Me" não foi pensada para servir como canção de amor no contexto do jogo, mas sim como uma mensagem ou oração de gratidão de Noctis para todas as pessoas que o apoiaram em sua jornada, incluindo Lunafreya, seu pai Regis e seus três companheiros.[79]Além da cover de "Stand by Me", Fa banda criou duas canções originais inspiradas pelo mundo e história de Final Fantasy XV: "Too Much Is Never Enough" e "I Will Be".[80]

Lançamento

Final Fantasy Versus XIII foi anunciado pela primeira vez na Electronic Entertainment Expo (E3) de 2006 na forma de um trailer conceitual em computação gráfica.[81][82] Entre 2006 e 2013, quando o jogo foi revelado novamente desta vez como Final Fantasy XV na E3 daquele ano, a divulgação de informações foi muito esporádica. Isso fez com que o jogo fosse rotulado de vaporware por muito comentaristas, com rumores surgindo a partir de 2012 dizendo que ele havia sido cancelado.[50][83][84][85] Um demo baseado em uma seção inicial do jogo, Final Fantasy XV: Episode Duscae, foi anunciado na Tokyo Game Show de 2014.[86] Ele foi lançado em março de 2015 como um bônus limitado das primeiras cópias físicas e digitais de Final Fantasy Type-0 HD.[7][87][88] A campanha promocional oficial de Final Fantasy XV antes de seu lançamento começou na Gamescom de 2015, porém o pouco que foi mostrado gerou reações negativas.[89][90] Seu ano de lançamento foi oficialmente confirmado no mesmo ano durante a Penny Arcade Expo, enquanto a data de estreia de 30 de setembro de 2016 foi anunciada em um evento especial da Square Enix em março de 2016.[91] Um segundo demo chamado Platinum Demo: Final Fantasy XV, desta vez que não se passa dentro do próprio jogo mas sim em um sonho do jovem Noctis, foi anunciado e lançado durante este mesmo evento.[92][77]Edições de luxo e de colecionador também foram criadas, com a última limitando-se a apenas trinta mil cópias.[93] O jogo acabou tendo seu lançamento adiado em agosto por dois meses até 29 de novembro para que a equipe tivesse mais tempo para polir o jogo até a qualidade final desejada.[94]

Criado para o jogo também está o chamado "Universo Final Fantasy XV", um projeto multimídia concebido pela equipe de desenvolvimento com o objetivo de expandir seu mundo e histórias sem a necessidade da produção jogos novos, algo que a equipe se posicionou firmemente contra.[95][96] Um minijogo de pinball intitulado Justice Monsters Five e baseado em um arcade presente no jogo principal foi anunciado para plataformas móveis.[92] Uma série de anime em seis episódios produzida pela A-1 Pictures, chamada Brotherhood: Final Fantasy XV, começou sua distribuição em março de 2016 e detalha histórias dos quatro personagens principais.[97] Kingsglaive: Final Fantasy XV, um filme longa-metragem em computação gráfica produzido pela mesma equipe de Advent Children, também foi criado e lançado antes do jogo. Ele possui uma história original que se passa paralelamente aos eventos de Final Fantasy XV e contém as vozes de atores conhecidos como Aaron Paul, Sean Bean e Lena Headey, entrando na história de Regis e os detalhes da invasão de Niflheim através dos olhos do personagem original Nyx.[98][99] Platinum Demo também faz parte de uma expansão midiática que se relaciona diretamente com os eventos mostrados em Brotherhood.[77] Outra extensão do universo é A King's Tale: Final Fantasy XV, um beat 'em up também no estilo arcade disponível como um bônus de pré-venda através de certas lojas; ele detalha as histórias de batalhas passadas de Regis que ele contou para o jovem Noctis.[100]

TRAILER: